quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ARQUIVADAS DENÚNCIAS DE ARTHUR VIRGILIO

SER SENADOR NÃO É BRINCADEIRA
O Senador líder do PSDB Arthur Virgílio assistiu suas denúncias contra José Sarney serem arquivadas na Comissão de Ética do Senado Federal, pois desejava que seu companheiro de Senado fosse investigado por supostas matérias de jornais, claro que outra medida não poderia ser tomada pelo presidente da Comissão de Ética a não ser arquivar um pedido de investigação sem fundamentação legal.

Ao contrário o Diretório Nacional do PMDB entrou com representação na mesma Comissão de Ética contra o Senador Arthur Virgílio (PSDB), com uma grande fundamentação que é a confissão do próprio Senador. Virgílio admitiu ter empregado durante um ano e meio um funcionário que estudava teatro na Espanha que recebeu cerca de R$ 210 mil no período.

É bem provável que esta investigação na Comissão de Ética irá prosperar pois está fundamentada na própria confissão do senador Arthur Virgílio, que deve ser punido bem como outros senadores para o bem geral da nação.

Já o Senador José Sarney está com sua vida pública manchada e precisa colaborar com a população e com o PMDB e a melhor maneira é pedindo seu afastamento como presidente do Senado Federal, isto não significará assumir a culpa e sim mostrar que irá deixar o Senado livre para investigar da melhor maneira possível.

É importante relatar também que Sarney já cancelou mais de 600 atos secretos do senado e suspendeu o pagamento de funcionários que foram contratados por atos secretos, mas isso é pouco o Senado precisa de liberdade então esperamos que o ex-Presidente da República do Brasil Senador José Sarney vá a público e comunique seu afastamento da presidência.

Esta atitude é muito importante para o BRASIL
SENADORES RESPEITEM O SENADO
RESPEITEM O BRASIL

Um comentário:

Pepe s2 Luci disse...

Resposta do Senador Arthur Virgílio
Email enviado a Peterson Correa Pimentel (www.terceiromundo.spaceblog.com.br)

Caros Internautas.
Emociono-me e sinto-me confortado ao ler a pilha de milhares de e-mails que chegam ao meu Gabinete todos os dias, a maioria esmagadora compreendendo minha conduta e condenando, com muita força, muita indignação, a retaliação de que fui alvo por ter, desde o início – e até como voz quase isolada – exigido a apuração de irregularidades e ilegalidades ocorridas no Senado e a punição dos culpados.
Quem acompanha minha atuação sabe que fui o primeiro, quando da eleição da Mesa da Casa, no início de fevereiro, a pedir a demissão do então diretor-geral, Sr. Agaciel Maia. Apoiamos, nós do PSDB, a candidatura do digno petista Senador Tião Viana porque ele firmou compromisso com a bancada tucana de fazer a necessária reforma administrativa no Senado, e porque sabíamos – disse isso em plenário – que o Senador José Sarney não mexeria na Diretoria-Geral. Só afastou o Sr. Agaciel depois das graves denúncias trazidas pela imprensa e das cobranças que fiz.
Passei a reclamar não somente seu afastamento do cargo, mas sua demissão a bem do serviço público, assim como a do outro ex-diretor (Recursos Humanos), Sr. João Carlos Zoghbi, o que montou empresas de fachada para intermediar empréstimos consignados na Casa.
Depois, quando começaram a surgir denúncias envolvendo o próprio presidente da Casa, Senador José Sarney, pedi, primeiro, que ele se afastasse temporariamente do cargo para permitir isenção nas apurações, e, depois, o denunciei ao Conselho de Ética, para que fossem tomadas as devidas providências.
Não me moveu nenhum motivo pessoal, mas simplesmente a necessidade de resguardar uma instituição tão importante para a Democracia quanto o Senado.
Com isso, despertei a ira de toda essa gente, dessa verdadeira máfia. Passei a ser alvo de tentativas de chantagem e de ameaças, que foram se corporificando na divulgação de erros e equívocos em que também incorri – porque fazia parte de uma não mais admissível “cultura” da Casa – e terminaram pela vingança de representarem contra mim no Conselho de Ética.
Muitos, sob o temor da chantagem e das ameaças, silenciaram. Eu não! Assumi a responsabilidade por ter autorizado um funcionário do meu Gabinete a fazer curso no exterior e, mesmo sem ser cobrado, estou, por ditame de consciência, ressarcindo o Senado dos valores a ele pagos. Disseram que, por ter admitido o erro, tornei-me réu confesso. Se é assim, sou réu confesso mesmo. Não faço parte do clube da mentira, não alego que não sabia nem passo a terceiros responsabilidade que é minha. Não roubei, não desviei recursos da Casa, não passei para o bolso nenhum centavo público. Por isso, não me calo sob essa ou outras ameaças. Continuo exigindo a punição de quem cometeu gravíssimas irregularidades, a reforma na administração e nos costumes do Senado, enfim, limpeza geral na Casa, custe o que custar, doa a quem doer. Estou ao lado da imensa maioria dos brasileiros que não aceita mais uma instituição parlamentar presa ao passado, a antigas oligarquias.
Li emocionado mesmo, como disse, as mensagens de apoio e incentivo que recebi. Vi que homens e mulheres de todo o Brasil compreenderam que, apesar de haver incorrido também numa prática não mais cabível no Senado de hoje, tive a hombridade de por ela me penitenciar e não me deixar abater pelas ameaças e vendetas de quem está do outro lado. A Nação sabe bem quem está de um lado e de outro.
Aos que me escrevem com críticas, as acato democraticamente e aos que me enviaram sugestões, agradeço e parabenizo a intenção cívica de colaborar com um Senado melhor, mais transparente movido pelo mais autêntico espírito público.
Gostaria de responder às mensagens, uma a uma, mas isso não é possível. Por isso, a todos o meu MUITO OBRIGADO!
Continuarei na luta!

Cordialmente,
Senador Arthur Virgílio