terça-feira, 3 de março de 2009

RODOVIA FERNÃO DIAS - TRECHO DE MAIRIPORÃ

O PEDÁGIO NO KM. 66

A rodovia Fernão Dias está sendo totalmente reformada pela Empresa OHL, que ganhou a concorrência para explorar e administrar a rodovia que liga a cidade de São Paulo a Belo Horizonte acontece que a algum tempo vem se discutindo se pode ou não pode instalar o pedágio no KM 66 da Rodovia, próximo ao posto Texaco.


Desejo esclarecer que sou totalmente contrário as privatizações e contra o estado mínimo pregado por muitos e muitos políticos brasileiros. Entendo que o Estado tem condições de cuidar do patrimônio público e não deve passar este dever para a iniciativa privada, mas entendo também que quando isto ocorre, as empresas que começam a administrar tem o direito de receber pelo serviço.


A empresa OHL já está trabalhando na Rodovia Fernão Dias a algum tempo, e por problemas judiciais ainda não pode instalar o pedágio no Km 66, pergunto porque nossas autoridades e técnicos ambientais não procuram a empresa para conseguir contra partida para o município, como exemplo a empresa ajudar a cidade a construir a estrada do Barreiro até o Instituto Mairiporã para desafogar o trânsito da Tabelião Passarella? Creio que o posto do Pedágio em Mairiporã ajudará na arrecadação bem como na geração de empregos para o município. Defendo também o Meio Ambiente, por isso entendo que a parceria com a empresa é o melhor caminho para que nossa cidade cresça, pois não podemos nos esquecer que alguns ambientalistas brigaram contra o trecho do Rodoanel em Mairiporã, e hoje ninguém assume a responsabilidade por a Tabelião Passarella ser a única via de ligação do Rodoanel (Caieiras) a Rodovia Fernão Dias. Por este motivo, fico um pouco em dúvida quanto a briga que os ambientalistas estão travando com a empresa que administra a Rodovia Fernão Dias, será que a não construção do pedágio no Km 66 será benéfico para Mairiporã ou novamente pagaremos a culpa de em um futuro próximo chorarmos pela falta de manutenção na Rodovia.


Que todos pensem um pouco, o progresso tem que acontecer, pois senão Mairiporã continuará atrasada. Até Quando?

2 comentários:

Johnny disse...

Cleriston,

Obrigado por sua mensagem, mas acho que suas premissas estão muito equivocadas e o assunto merece um debate significativamente mais aprofundado do que estas considerações simplificadas.

Estamos acostumados ao prejuízo causado por acordos de gabinete, perpetrados por gente interesseira e inescrupulosa que desconhece por completo as realidades locais, movidas por interesses políticos e econômicos, interesses estes frequentemente espúrios.

Particularmente, eu não quero pedágio na frente da cidade, seja qual for o suposto "benefício econômico" que disso possa advir. Emprestando do Gabeira uma frase antiga, "questionar o progresso é inventar o futuro".

Vc acha que Mairiporã está atrasada? Concordo plenamente, mas será o pedágio a nossa redenção (ou uma de nossas redenções)? Mairiporã está mesmo atrasadíssima por conta de sucessivas mentalidades obscuras e desonestas que por muito tempo infestaram a política local. São esses os verdadeiros responsáveis pelo atraso, descaso e abandono que ainda hoje nos encontramos.

Nossa vocação é turística e o que foi feito nos últimos 20 anos a respeito? Plaquinhas indicando onde é o pico, prainha e pedreira? Do jeito que vc coloca, seriam exclusivamente os empreendimento$ os fios indutores do progresso. Não vejo desta forma.

Quer dizer que a responsabilidade pelo embargo do trecho Mairiporã do rodoanel acarretou congestionamentos na Tabelião Passarela, e os responsáveis pelo sucesso desse embargo (vida longa a Mário Cezar!) são os malvados e inconsequentes que deram de ombros ao tráfego intenso que então se estabeleceu? Chega de soluções simplistas e edulcoradas por blá blá blás e juras de desenvolvimento, o buraco é mais embaixo. Falar de desenvolvimento até o Jair fala.

Primeiramente, há muitos anos esse congestionamento acontece na Tabelião, e não somente depois da inauguração do rodoanel. É bem verdade que após o rodoanel isso se intensificou e hoje está numa condição dramática, mas será o rodoanel a saída dourada? Vc gostaria de ter oito pistas passando a poucas metros de sua casa? Se desta forma que nos encontramos atualmente não conseguimos dar cabo de problemas muito mais simples, o que acontecerá se abrirmos as portas pra inevitável favelização e conurbação dos entornos, como a realidade mostra que vem acontecendo em grande parte do entorno do rodoanel? E há quantos anos não se debate uma solução a esse respeito? Se até a duplicação da Fernão Dias - obra inevitável - trouxe seus efeitos indesejados, que dirá se rasgarmos mais oito pistas sobre nossas cabeças.

abs,
Johnny

Anônimo disse...

Oi Cleriston,Gostaria de saber como faço para enviar meu Curriculum para o setor administrativo do Pedágio.